Sobre Nós
Alguém que gostava de descobrir e preencher as necessidades do público. Ia diariamente às salas e deixava-se ficar tempos infinitos a «sentir» o público, a perceber as suas reacções. Esse foi um dos aspectos mais curiosos da sua personalidade e foi uma das coisas que aprendi com ele. Saber sentir o público, aquilo a que eu chamo «cheirar» o público.
José Manuel Castello Lopes sobre o seu pai, José Martins. Cinemateca, 1986.
Tudo teve início em 1916, quando José Martins Castello Lopes fundou a produtora e distribuidora Castello Lopes e abriu o Cinema Condes, na Avenida da Liberdade em Lisboa. Nos anos 30, a empresa muda o nome para Filmes Castello Lopes e, por ter sido pioneira na conjugação da distribuição e exibição fílmica, foi, durante várias décadas, a principal referência cinematográfica em Portugal.
José Martins começou como guarda-livros e foi o interesse pela contabilidade que o levou até ao negócio do cinema. Além de Lisboa, vivia a sua vida entre Paris e Barcelona, que era onde comprava os filmes europeus. Foi, no entanto, numa destas cidades que estabeleceu contacto com os estúdios norte-americanos, passando a ser o primeiro em Portugal a ter o direito de os distribuir e exibir. Clássicos como Woman of Paris de Charlie Chaplin ou A Dog Life de Buster Keaton foram pela primeira vez exibidos em território nacional na tela do Condes.
Na década de 50, os filhos de José Martins Castello Lopes, José Manuel e Gerard, assumiram os comandos da empresa do pai. Os irmãos tiveram um papel preponderante no que foram as próximas décadas da empresa. Mais do que apenas cinéfilos, José Manuel e Gérard viviam e sentiam a sétima arte como poucos o faziam, principalmente numa época tão repressiva como o Estado Novo. Em 1968, José Manuel chegou a ser preso pela PIDE por ter exibido o filme O Samurai, de Jean-Pierre Melville.
Com o Condes ainda aberto, os irmãos inauguraram, em 1972, o majestoso Cinema Londres numa das zonas mais badaladas de Lisboa, a Avenida de Roma. Com as famosas cadeiras que “desciam” quando o espectador se sentava, o Londres veio redefinir as “idas ao cinema” da capital na década de 70. A inspiração britânica vinha não só do nome, como também do mítico pub inglês The Flag que partilhava o espaço com o cinema.
A Filmes Castello Lopes representou estúdios cinematográficos como a MGM ou Twentieth Century Fox e foi responsável pela exibição em Portugal de grandes clássicos americanos como O Feiticeiro de Oz e E Tudo o Vento Levou, ambos de Victor Fleming, 2001: Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick ou até a Guerra das Estrelas, de George Lucas. A Filmes Castello Lopes foi também grande impulsionadora do cinema europeu em Portugal, com os dois irmãos a mostraram particular interesse nas cinematografias italiana, alemã e francesa. Pelas suas mãos chegaram aos ecrãs nacionais mestres do cinema como Rossellini, Tornatore, Godard, Truffaut e Fassbinder.
Nos anos 60, viria a ser criada a Socorama – Castello Lopes, sociedade que hoje integra um grupo empresarial.
A Castello Lopes Cinemas está hoje no mercado como exibidora, detém 36 salas, distribuídas por 9 cinemas e é uma referência que nos acompanha há mais de 100 anos.
Castello Lopes Cinemas Alegro Sintra | 7 salas | 1278 lugares
Castello Lopes Cinemas Barra Shopping | 4 salas | 552 lugares
Castello Lopes Cinemas GuimarãeShopping | 6 salas | 980 lugares
Castello Lopes Cinemas Espaço Guimarães | 5 salas | 767 lugares
Castello Lopes Cinemas Mira Maia Shopping | 4 salas | 402 lugares
Castello Lopes Cinemas Serra Shopping | 4 salas | 591 lugares
Castello Lopes Cinemas TorreShopping | 3 salas | 372 lugares
Castello Lopes Cinemas Vida Ovar | 1 salas | 73 lugares
Castello Lopes Cinemas W Shopping | 6 salas | 799 lugares
EQUIPA SEDE
Rita Rio de Sousa
Dir. de Programação e Dir. de Operações
Rui Gaspar
Programação e Operações
Teresa Laranjeira
Dir. Financeira
Raquel Ambrosini
Comunicação e Design

